Ofício da Música com a Orquestra Ouro Preto

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29/11/2013 às 16:57

Ofício da Música recebe Orquestra Ouro Preto

 

O Museu de Artes e Ofícios (MAO) recebe a Orquestra Ouro Preto no projeto “Ofício da Música”, sob curadoria de Poti Castro. Com regência do Maestro Rodrigo Toffolo e Rufo Herrera como solista, o grupo traz à capital a série de concertos “Latinidade”. O evento ocorre no dia 10 de dezembro, terça-feira, às 19 horas, com entrada gratuita, no MAO – Praça da Estação, Centro.

 

Na apresentação, a Orquestra Ouro Preto brinda o público com um concerto fortemente inspirado na efervescência cultural da América do Sul, característica peculiar que durante anos vem conformando a identidade artística do grupo. As apresentações fazem referência ao universo musical latino, trabalho pelo qual o grupo foi indicado ao prêmio Grammy Latino pelo disco Latinidade. Desde 2011, a Orquestra Ouro Preto é patrocinada pela Petrobras e, mais recentemente, recebe também o apoio da Gerdau, que é a patrocinadora do “Ofício da Música”.

 

As obras executadas compreendem o universo sonoro da música brasileira de concerto contemporânea e da música portenha. “No concerto, vamos mostrar um pequeno recorte do que foi e o que está sendo produzido na América Latina, em termos de música de concerto, procurando reafirmar nosso compromisso com a diversidade e riqueza das expressões artísticas dos povos da América do Sul”, comenta o Maestro Rodrigo Toffolo.

 

A primeira parte da apresentação é dedicada à música brasileira. Do ouro-pretano Ernani Aguiar (1950 – ), distinto maestro e musicólogo brasileiro em atividade, a Orquestra Ouro Preto apresenta a peça Quatro Momentos N. 3, (Tempo de Maracatú, Tempo de Cabocolinhos, Canto e Marcha). Mourão de Guerra Peixe (1914 – 1993), peça nomeadamente vinculada ao movimento artístico nordestino denominado Armorial, fecha o programa dedicado à música brasileira.

 

O segundo momento do concerto, privilegia a música portenha. Contando com a participação do bandoneonista argentino, radicado no Brasil, Rufo Herrera, a apresentação narra a história do Tango, das milongas e tangos tradicionais como La Cumparsita e El Choclo, contemplando também a aproximação entre o tango e o jazz a exemplo de Milonga Del Angel, Vardarito, Fuga y Mistério, Adios Nonino e Libertango, expressões máximas do nuevo tango, emblemático movimento instituído por Astor Piazzolla.

 

Orquestra Ouro Preto

 

Ao longo de mais de uma década de atividades ininterruptas, a Orquestra Ouro Preto, criada no ano de 2000, sempre se destacou pela competência e virtuosismo de seus músicos. O grupo tem como proposta o desenvolvimento de repertório diversificado em gênero e épocas, fundamentando seu trabalho em linhas de atuação específicas, que a distinguem de outras orquestras, a exemplo da universalidade da música, tendo como base o repertório clássico; a latinidade como fonte de identidade e referência, além do ineditismo e experimental, mediante o diálogo entre os universos das músicas clássica e popular.

 

Em seu legado, destaca-se a indicação ao prêmio Grammy Latino na categoria melhor disco instrumental, pelo álbum Latinidade e apresentações em importantes cidades do país e exterior. Recentemente, realizou uma série de concertos em Portugal e na Galícia, divulgando a música de concerto latina contemporânea, em parceria com a Missão do Brasil junto à Comissão dos Países de Língua Portuguesa|CPLP. Denominado “Turnê Lusofonia”, o projeto prevê ainda concertos em Cabo Verde, Açores, Moçambique, Angola, Macau e Timor Leste.

 

No campo da música experimental, estreou em abril do ano passado o espetáculo “Valencianas”, com o cantor e compositor pernambucano Alceu Valença. O espetáculo homenageia a trajetória de Alceu que, pela primeira vez, teve parte significativa de sua obra arranjada para música de concerto. Assim, canções como La Belle Du Jour, Coração Bobo, Tropicana, Anunciação, Sino de Ouro e Porto da Saudade ganharam contornos orquestrais. O espetáculo foi gravado ao vivo no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, no final de 2012. O registro será lançado em DVD no próximo ano, com distribuição nacional pela Deck.

 

Programa do Concerto (sujeito a alteração)

Quatro Momentos Nº 3 – Ernani Aguiar

Mourão – Guerra Peixe

Buenos Aires Siglo XX – Uma Pequena História do Tango

El Choclo de A. Villoldo – arranjo de Rufo Herrera – músico solista Rufo Herrera

La Cumparsita de G.M. Rodriguez – arranjo de Rufo Herrera – músico solista Rufo Herrera

Libertango de Astor Piazzola – arranjo de Rufo Herrera – músico solista Rufo Herrera

Fuga y Misterio de Astor Piazzola – arranjo de Rufo Herrera – músico solista Rufo Herrera

Adiós Nonino de Astor Piazzola – arranjo de Rufo Herrera – músico solista Rufo Herrera

 

Maestro Rodrigo Toffolo

Membro fundador da Orquestra Ouro Preto, Rodrigo Toffolo é seu diretor artístico e regente titular. Iniciou seus estudos acadêmicos em música no Instituto de Artes e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto, no ano de 1989, através do violino com o professor Moisés Guimarães. Em 1993 prosseguiu seus estudos na Escola de Formação de Instrumentistas de Cordas (EFIC/SESI), em Belo Horizonte, continuando o aperfeiçoamento no instrumento. Doutorando em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa, Mestre em Musicologia pelo Departamento de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, estudou regência com o Maestro e Compositor Ernani Aguiar – um dos principais compositores brasileiros em atuação e também um dos grandes pesquisadores de música brasileira.

 

MAO

O projeto Ofício da Música tem o patrocínio da Gerdau e para manutenção de suas atividades, o Museu de Artes e Ofícios conta com o patrocínio máster da Oi, o patrocínio do Itaú e Cemig/Governo de Minas e o apoio do Instituto Oi Futuro, Hospital Mater Dei, CBMM, CBTU, CCR e Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, e com os benefícios das Leis Federal, Estadual e Municipal de Incentivo à Cultura.

 

Serviço Ofício da Música:

Dia 10 de dezembro, terça-feira, às 19 horas, com Orquestra Ouro Preto

Local: Museu de Artes e Ofícios (Praça da Estação, Centro, Belo Horizonte)

Entrada gratuita

Sujeito à lotação – até 300 pessoas

 

Serviço MAO:

Museu de Artes e Ofícios (Praça da Estação, Centro, Belo Horizonte)

Horários de Visitação:

Terça e sexta-feira, de 12h às 19h

Quarta-feira e quinta-feira, de 12h às 21hs – sendo de 17h às 21h, com entrada gratuita

Sábado, Domingo e Feriado, de 11h às 17h – sendo sábado com entrada gratuita

Valor da entrada: R$ 5,00, com meia entrada conforme a Lei.

Professores e estudantes tem entrada gratuita.

Assessoria de imprensa Museu de Artes e Ofícios

Jozane Faleiro – (31) 3261.1501 / 9204.1837

Rômulo Medeiros (31) 9204.1837