Museu de Artes e Ofícios completa 10 anos recebendo premiação internacional e público de mais de 1,2 milhão visitantes

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04/01/2016 às 17:42

O Museu de Artes e Ofícios (MAO) completa seus 10 anos de fundação com boas notícias e números expressivos. Mais de 1,2 milhão de pessoas visitaram o espaço neste período. Nesses 10 anos, além do acervo permanente de mais 2.500 peças que contam a história do trabalho no Brasil dos séculos XVIII ao XIX, o museu recebe exposições temporárias, realiza os projetos Ofício da Música – com shows musicais de artistas locais e nacionais; Ofício da Palavra – debates com os mais importantes nomes da literatura nacional e internacional; Ampliando Horizontes – debates com intelectuais e personalidades de diversas áreas do conhecimento; Valor Social, que oferece curso de conservação a jovens em vulnerabilidade social, tendo formado mais de 200 pessoas; e Aula de Museu – que leva a escolas da rede pública e privada de Belo Horizonte um pouco do que o MAO oferece em seu rico acervo.

“No Museu de Artes e Ofícios é possível, por meio de mais de 2 mil peças, conhecer a riqueza da produção popular, os fazeres, os ofícios e as artes que deram origem a algumas das profissões contemporâneas”, destaca Angela Gutierrez, presidente do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, gestor do MAO. “Implantamos um museu aberto ao grande público, numa grande praça no Centro de Belo Horizonte, com um acervo que emociona e coloca as pessoas para pensar. Nossa luta, desde a inauguração, é mostrar o quanto o povo brasileiro teve de ser criativo para sobreviver, um povo que suou muito e que deu duro para construir o Brasil. Hoje, temos o que há de mais moderno nas frentes de trabalho, como redes de padarias e supermercados.  Mas no MAO, mostramos o carrinho que o ambulante usava para vender pão e leite nas ruas, por exemplo. Somos o único museu do Brasil com essa proposta, além de implantarmos projetos na área de música e literatura”.

Reconhecimento

O Museu encerra 2015 sendo agraciado com o 6º Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus, do Programa Ibermuseus, pelo projeto “Olhares do Patrimônio: a valorização e preservação do patrimônio cultural através da fotografia”, desenvolvido pelo setor educativo. O projeto concorreu com 147 projetos de 12 países da Comunidade Ibero-Americana – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Espanha, México, Peru, Portugal e Uruguai. O objetivo da proposta é oportunizar a alunos da rede pública e privada de Belo Horizonte e região metropolitana a descoberta, por meio da fotografia, do patrimônio cultural, estimulando a valorização e a proteção de bens materiais e imateriais. A ideia é que os estudantes visitem o acervo fotográfico do Museu e depois registrem imagens relacionadas ao assunto dentro de seus lares ou comunidades. “Esse prêmio mostra que estamos no caminho certo ao unirmos o compromisso de ações educativas do museu com o fomento e a articulação de políticas públicas para a área da museologia”, afirma Angela Gutierrez.

Museu para todos

Outra importante conquista do MAO nestes 10 anos é a ampliação de sua acessibilidade a todos os públicos. O projeto original traz todos os recursos que permitem a acessibilidade total para cadeirantes, com rampas e elevadores. O Museu conta com dois projetos inovadores na área cultural: desde 2009 possui equipe capacitada para receber o público cego, com ações específicas, como catálogo e identificação das peças em Braille; maquete do edifício exclusiva para o uso dos cegos, para que tenham a noção da dimensão do prédio e suas peculiaridades; e pensando ainda no reconhecimento pelo toque, há peças originais do acervo devidamente preparadas para que sejam tocadas. Outra ação que torna o MAO completamente capaz de atender com eficiência a todos é a receptividade ao público surdo. Colaboradores do Museu de diferentes setores que atuam diretamente com o atendimento e recepção do público recebeu o curso de LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais .

E para atender a brasileiros e estrangeiros uma visita individualizada com mais conteúdo, o Museu oferece os audioguias, aparelhos multimídias em cinco idiomas – português, inglês, francês, espanhol e LIBRAS – que apresentam os conteúdos do Museu de forma interativa, atendendo também aos cegos. Por meio de áudios, vídeos e fotos, os audioguias mostram o acervo  que, em alguns momentos, é apresentado pela própria Angela Gutierrez.

 

Serviço MAO:

Museu de Artes e Ofícios (Praça da Estação, 600, Centro, Belo Horizonte)

Horários de Visitação:

Terça a sexta-feira, de 12h às 19h

Quarta-feira e quinta-feira, sendo de 17h às 19h, com entrada gratuita

 

Sábado, Domingo e Feriado, de 11h às 17h – sendo sábado com entrada gratuita

Valor da entrada: R$ 5,00, com meia entrada conforme a Lei.

Professores e estudantes tem entrada gratuita.