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PRAÇA DA ESTAÇÃO
A criação da Praça da Estação coincide com a fundação de Belo Horizonte no final do século XIX. Antes mesmo da inauguração da capital, a região nas proximidades da Estação já apresentava quarteirões em formação, com restaurantes e edificações novas atraindo ao local um movimento regular de transeuntes.

A Estação Central era, desde os tempos inaugurais da nova capital, uma importante referência urbana. Constituía-se o pórtico da cidade, o lugar de recepção e despedida das pessoas que vinham conhecer as inovadoras obras arquitetônicas e urbanísticas que estavam sendo construídas no interior do país.


Fotografia "Panorama de Bello Horizonte - Minas Gerais" com a Praça da Estação à direita


    1894 | 1922 | 1980 | 1995

  Greve de operários da construção civil, manifestação na Praça da Estação (1979)

Acervo Estado de Minas
 

1980
Retorno de manifestações políticas, comícios e passeatas à Praça da Estação, que volta a ser um espaço de interlocução entre a sociedade civil e o governo, apesar de maltratada.
Início da campanha liderada pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil - IAB/MG, pela preservação do acervo urbanístico da Praça Rui Barbosa, ameaçado de descaracterização pela implantação de uma estação do trem metropolitano. A proposta Geipot/Metrobel/EBTU ameaça demolir o conjunto arquitetônico da praça, com a instalação de vários terminais de ônibus para a integração com o metrô. Grupos de defesa do patrimônio cultural se mobilizam e lançam um movimento pioneiro em Belo Horizonte, de proteção e recuperação de um espaço urbano historicamente significativo.

 

1981
Realização do Encontro pela Revitalização da Praça Rui Barbosa, com debates sobre a importância da preservação de seu conjunto urbano, contando com a participação de técnicos dos poderes públicos que propunham a instalação do metrô e representantes políticos e de entidades civis de proteção do patrimônio cultural.
Criação do Consórcio Metropolitano de Belo Horizonte, posteriormente denominado Demetrô.

  Poema "A Praça da Estação de Belo Horizonte" de Carlos
Drummond de Andrade

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1982
Publicação, no jornal Estado de Minas do dia 3 de janeiro, do poema A Praça da Estação de Belo Horizonte, em que Carlos Drummond de Andrade declara o seu protesto por quererem "mascarar a memória urbana, alma da cidade".
 
 
1983
Canalização do Ribeirão Arrudas e construção do muro de cimento em suas margens.
 
 
1984
Criação da Companhia Brasileira de Trens Urbanos - CBTU, para planejamento e operação dos sistemas de trens metropolitanos de algumas capitais brasileiras, inclusive Belo Horizonte.
 
 
1985
Definição por lei municipal, em anexo à Lei de Uso e Ocupação do Solo de Belo Horizonte, do perímetro da Área de Proteção do Conjunto da Praça Rui Barbosa, resultado da ação da sociedade civil em defesa da praça, que já em 1983 havia conseguido aprovar um projeto de lei transformando a região da Praça da Estação em área de urbanização restrita.
 
1986
Entra em operação comercial, pelo Demetrô, o trem metropolitano (metrô de superfície), no trajeto ligando a Estação da Lagoinha a do Eldorado.
  Construção das plataformas
do trem Metropolitano (1986)

Acervo Artur Iannini
 

1987
Inauguração do trecho Lagoinha - Estação Central, com o metrô utilizando o leito e os trilhos ferroviários, além dos prédios das antigas estações da Central do Brasil e da Oeste de Minas, como ponto de parada.
Aquisição pelo governo estadual do prédio da antiga Serraria Souza Pinto, que abrigava então um estacionamento e uma oficina mecânica e estava destinado a, após restauro, tornar-se um centro cultural.

1988
Homologação do tombamento estadual do Conjunto Paisagístico e Arquitetônico da Praça Rui Barbosa, ocasionando logo depois o início do processo de restauração do prédio da Estação Central e dos armazéns da Rede Ferroviária.
 

  Obras no prédio da antiga Escola Livre de Engenharia para implantação do Centro Cultural da UFMG

Acervo Arquivo Público Mineiro
 

1989
Inauguração do Centro Cultural da UFMG no prédio da antiga Escola Livre de Engenharia, dentro da campanha de revitalização do conjunto urbano da Praça Rui Barbosa visando integrar as diversas edificações em um corredor cultural.
Apropriação do espaço da Praça Rui Barbosa, a partir da década de 1980, tanto pelo poder público, para promoção de festas populares (Forró de Belô) e shows artísticos, quanto pela população, para manifestações culturais e políticas (comícios).

1990
Criação do Núcleo Histórico da Rede Ferroviária Federal, na Casa do Conde de Santa Marinha.
Realização do Concurso Nacional de Anteprojetos para o Museu de Arte de Belo Horizonte. A proposta vencedora, a ser construída em terreno da Praça da Estação, ainda não foi executada.

    1894 | 1922 | 1980 | 1995
     
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